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  • Antonino de Sousa

ver a beleza quotidiana

Todos conhecemos a pergunta de Fiodór Dostioévski: «A beleza salvará o mundo?»… deve ser super intrigante não ver a realidade que está diante de nós, ver aquilo que de belo nós podemos contemplar.

E às vezes estamos cegos para muitas coisas, e somos muito mais pobres interiormente por causa disso. Raramente vemos o quanto Deus e as pessoas nos amam; apenas vemos uma fração dos nossos dons e só uma pequena parte das possibilidades que Deus nos confiou; só de relance entrevemos as maravilhas que nos rodeiam, especialmente as pessoas maravilhosas que tomamos como certas. Tanta alegria, tanta consolação, tanto entusiasmo perdidos, porque somos cegos para esta beleza que nos rodeia.

E tantas vezes não vemos parte do que nas nossas vidas não funciona e precisa de ser corrigido: as relações, os casamentos, os filhos, os estilos de vida… Não os vemos e, por isso, não os podemos emendar. E assim a nossa tristeza continua sem ter fim.

Por exemplo, os cegos do evangelho ao recuperaram a vista, podem contemplar a beleza deste mundo. É esta beleza de nos tornarmos próximos uns dos outros, que torna este mundo mais especial.

A proximidade de Jesus fê-los darem-se conta da sua cegueira e da necessidade que tinham de se transformarem. E a palavra de transformação, de cuidado, de beleza, que Jesus dirige aos cegos é para todos nós, que precisamos de nos aproximar uns dos outros, tocar nos olhos daqueles que não querem ver ou rejeitam ver…

Este caminho de advento que estamos a fazer, outra coisa não é do que uma aproximação do nosso rosto ao rosto de Jesus. Para olhá-Lo de perto, para vê-lo no detalhe, para perceber como Ele é semelhante e diferente do nosso. Para perceber como do Seu rosto irradia uma luz que torna o nosso rosto, muitas vezes, escuro e mal iluminado num rosto luminoso, transparente e belo. Tomemos parte da beleza quotidiana!



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