a 'monstruosidade' de um vazio que diz tanto

Hoje acordamos celebrando a maior das verdades cristãs, aquela sobre a qual a nossa fé se cimenta, se enraíza.

 

É verdade que há um sepulcro vazio e que Ele não está ali, porque Ele está vivo, porque Ele caminha à nossa frente, para nos orientar nos caminhos da vida.

E aqui começa a história do Cristianismo, na fé que naquele sepulcro vazio nasceu, como uma primavera que irrompeu naquele jardim.

 

Uma primavera que não é apenas a da natureza, mas é a primavera da história, é a primavera do mundo.

 

Tudo começa naquele sepulcro vazio.

Com a ressurreição de Jesus, é a vida que surge, uma nova luz nos é dada, que marca o específico da humanidade – este desejo de nunca morrer e de para sempre viver – que se expressa em tantos e belos modos de ressurgirmos diariamente para uma vida nova.

A ressurreição é o momento-chave e o mais significativo, que opera em nós transformação, que nos liberta de nós próprios e nos abre ao movimento do amor e do perdão.

Um amor que nos faz transcender, faz-nos conhecer e faz-nos viver; mas ao mesmo tempo, um amor que implica coragem, determinação, capacidade de doação.

É isto que queremos celebrar hoje… 

Páscoa é misericórdia, Páscoa é vida, Páscoa é amor.